Medidores eletrônicos são regulamentados pela ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou no dia 07 de agosto o regulamento dos medidores eletrônicos de consumo de energia, o que possibilitará aos consumidores pagar preços mais baixos pela eletricidade consumida fora dos horários de pico. No futuro, o equipamento também permitirá que as distribuidoras ofereçam novos serviços, como a energia pré-paga, ou ainda a venda e distribuição do excedente de energia gerada por meios solares ou eólicos domiciliares. Na prática, os medidores digitais propiciam a formação da chamada “rede inteligente”, que funcionará como a “internet da energia”, nas palavras do diretor relator do regulamento, André Pepitone. “Essa tecnologia reduz a conta de luz do consumidor, diminui as perdas de energia no sistema e aumenta a qualidade dos serviços prestados”, afirmou ele.

O sistema de cobrança diferenciada de energia foi aprovado pela Aneel em novembro do ano passado, mas dependia dos medidores eletrônicos para que pudesse ser implementado. Nesse modelo – que será opcional para os usuários – a eletricidade consumida nos horários de menor demanda na rede, batizada como “Tarifa Branca”, custará cinco vezes menos que os preços cobrados no pico de consumo e três vezes menos que as praticadas nos horários intermediários.

Além da diferenciação por horário, os medidos inteligentes poderão comunicar quedas de energia às distribuidoras em tempo real, agilizando o processo de restabelecer a rede de força. O equipamento também permite o corte ou religamento remoto do serviço nas residências, sem precisar da presença de um técnico da companhia no local.

Em até 18 meses, as distribuidoras terão que oferecer o novo equipamento para os consumidores que o solicitarem. Caso o pedido seja por um medidor com mais dados e informações disponíveis, o custo a princípio será do próprio solicitante, mas caso o pedido seja apenas por um modelo que utilize a Tarifa Branca, o custo de instalação poderá ser pago também pelas companhias, que depois terão esses gastos remunerados nos reajustes anuais de tarifas.

Ainda assim, a agência considerou que os benefícios dos medidores eletrônicos para o sistema de distribuição do País superam esse custo que, além disso, deve ser diluído ao longo dos próximos anos. “Essa é uma etapa de um processo maior e de longo prazo”, definiu Pepitone.

Informação de: SmartGrid News

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