Petrobras aposta no biodiesel extraído de microalgas

Os cientistas estudam e produzem dez espécies de microalgas, no local, que são capazes de crescer em água de produção de petróleo.

Hoje o diesel vendido nos postos tem em sua composição 2% de biodiesel, produto gerado após processamento de plantas brasileiras oleaginosas – que possuem gordura e óleo. Mas por força da Lei 11.097/05, a partir do ano que vem serão 5% de biodiesel no combustível.
Essa é uma das razões que levaram a Petrobras a estudar o assunto e descobrir novas fontes geradoras. Por enquanto, alguns dos vegetais mais utilizados para a produção ou pesquisa são a soja, palma, girassol e linhaça, todos que brotam ao ar livre, segundo informações da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Mas em abril a petrolífera inovou e inaugurou planta piloto para o cultivo de microalga, com o objetivo utilizá-las na produção de biodiesel.O centro de pesquisa e cultivo fica em Extremoz (RN) e está em atividade em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Incluída em projeto da empresa, iniciado em 2006, de relacionamento com instituições de ensino brasileiras para pesquisas, a planta já tem alguns resultados. As microalgas, em testes preliminares, apresentaram maior índice de produtividade de óleo do que as demais matérias-primas cultivadas no País.

Ainda sem previsão, o gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível, João Norberto Noschang Neto, afirma que a companhia entrou na fase de produção em grande escala do produto e da extração do seu óleo.

Ele explica que as microalgas se reproduzem em tanques. Depois de coletadas, os pesquisadores realizam a extração do óleo desses organismos. A etapa seguinte é separar o líquido gorduroso da glicerina, processo denominado transesterificação, realizado por meio de mistura com outros produtos e decantação. Desta maneira, o óleo fica mais fino e compatível com o biodiesel.

“As microalgas têm potencial para produzir mais óleo por hectare do que a palma, que é a oleaginosa que possui mais produtividade”, garantiu Noschang Neto, ao explicar um dos motivos que levam a Petrobras a pesquisar a espécie.

No entanto, o gerente afirma que atualmente, com a produção em grande escala, os testes começarão a dar informações sobre a eficiência energética.

Os cientistas estudam e produzem dez espécies de microalgas, no local, que são capazes de crescer em água de produção de petróleo. “As variedades de microalgas selecionadas em laboratório para estes testes em tanques foram as que possuem maior quantidade de óleo e que possuem óleo compatível com a produção de biodiesel”, diz Noschang Neto.

Outro motivo citado pela empresa como relevante para continuidade da pesquisa é que as microalgas estão entre as principais espécies orgânicas que contribuem com o sequestro de carbono da atmosfera, o que torna o seu cultivo benéfico à natureza e ao homem.

Informação de: Power Info

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