Energia eólica atinge 2 GW de capacidade instalada em julho

A energia eólica atingirá em 1º de julho uma capacidade instalada de 2 GW no país. O marco vem um ano depois de ter atingido 1 GW com os parques do Proinfa, agora a fonte entra na era competitiva, pois as usinas foram contratadas no leilão de Energia de Reserva de 2009. Mas esse marco não deve durar muito, pois os 3 GW instalados chegam no final do ano. Contudo, a história não será completa pois mais de 600 MW não terão conexão ao Sistema Interligado Nacional. Ou seja, estarão em operação, mas não vão injetar energia.

Isso ocorre porque as ICGs estão atrasadas e a situação não mudará até julho de 2013, quando as obras, tocadas pela Chesf, serão concluídas. A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Élbia Melo, reconhece que nada poderá ser feito até lá. A situação é mitigada pela garantia dos empreendendores receberem a receita fixa contratada no leilão. “O leilão de 2009 foi um aprendizado. Houve um gap temporal, com pouco tempo entre a construção dos parques e das ICGs. Isso já mudou para os outros leilões”, contou a executiva.

Agora, a fonte entra em uma era de forte expansão da capacidade instalada. A previsão é que o país ultrapasse os 8 GW de capacidade instalada até o fim de 2016, somente, com os parques já contratados. A realização do leilão A-3, em 11 de outubro, pode mudar isso, já que a fonte é a principal cadastrada no certame. Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, em um exercício, prevê que, mantida condições semelhantes ao do ano passado no mundo, o Brasil deve se tornar a 10ª maior capacidade instalada no mundo já em 2013, ano passado era a 20ª. Em instalação de nova capacidade, o país deve chegar ao quarto lugar.

Para Tolmasquim, as condições do mercado contribuiram para o rápido crescimento do mercado, como qualidade de ventos, desenvolvimento tecnológico e crise na Europa. O país conta hoje com oito fabricantes de aerogeradores com capacidade de 3,9 GW, chegando a nove, com 4,4 GW em 2013. Élbia disse que a velocidade de crescimento do setor surpreendeu os agentes. “Esperávamos o crescimento, mas a velocidade nos surpreendeu”, disse a executiva depois de participar do seminário Panorama da Energia Eólica para o Rio Grande do Sul realizado nesta sexta-feira, 15 de junho, em Porto Alegre.

O estado aposta na energia eólica para desenvolver uma cadeia produtiva. A Impsa, durante o evento, anunciou a construção de uma fábrica de aerogeradores, que vai criar 350 empregos diretos no estado. O empreendimento terá investimento de R$ 87,5 milhões, com operação a partir de 2013. O estado tem a maior capacidade cadastrada no leilão A-3, são 168 projetos com 3.800 MW. O Rio Grande do Sul fica atrás de Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, em projetos instalados, em construção e contratados. “Quando falávamos em eólica, a discussão ficava no Nordeste. O Rio Grande do Sul trouxe a discussão para o Sul”, constatou Tolmasquim.

A energia eólica brasileira já é considerada uma das mais baratas no mundo. Mas, Steve Sawyer, secretário geral do Conselho Global de Energia Eólica, acredita que o preço tenha chegado a seu menor patamar e pode ter uma pequena elevação, como vista no leilão A-5 do ano passado. A ABEEólica quer estimular o crescimento da eólica no mercado livre, para isso, está trabalhando na criação do Mecanismo de Relocação de Energia hidroeólico e de um certificado de energia renovável, este em parceria com a Abragel, que deve ser lançado até setembro deste ano.

Informação de: CanalEnergia

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