Ameaça de desabastecimento de gás natural preocupa indústria do Sul

As alternativas para evitar o desabastecimento de gás natural na região Sul do país foram discutidas nesta segunda-feira (22) na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) durante o workshop: Alternativas de Suprimento de Gás Natural para a Região Sul. A perspectiva de desabastecimento preocupa empresários e os governos da região. Um estudo encomendado pelas companhias de distribuição de gás do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul  aponta que, sem a ampliação na oferta do combustível, nos próximos 20 anos ocorrerá uma transferência de PIB da região Sul para as regiões Sudeste e Nordeste da ordem de R$ 100 bilhões por ano. “Talvez o maior processo de não industrialização que o Sul já enfrentou”, disse o presidente da Compagas, Luciano Pizzatto, presente no evento. Dentre os setores mais afetados pela falta do insumo estão o de fertilizantes, cerâmicas, vidros e veículos.

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“Precisamos garantir que o gás chegue às empresas e para isso é urgente buscarmos alternativas viáveis”, disse o vice-presidente da Fiep, Nelson Hubner, que representou o presidente Edson Campagnolo no evento. A exemplo de todos os outros gargalos de infraestrutura que afetam a competitividade da indústria paranaense a falta do gás natural é um dos temas que está sendo discutido esta semana ao longo dos eventos realizados pela Fiep no interior do Paraná por ocasião da Semana da Indústria.

Entre as alternativas mais viáveis apontadas pelas companhias distribuidoras para evitar o desabastecimento do gás estão o aumento na pressão do Gasbol (gasoduto que traz o gás natural importado da Bolívia para os Estados da região Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul), a construção de novos traçados de gasodutos na região e a construção de dois terminais portuários de regaseificação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que seria importado de outros países.

Segundo a gerente executiva de logística e participações em gás natural da Petrobras, Luciana Rachid, a estatal não tem previsão de novos investimentos na malha de distribuição, porém, em Campinas (SP) existe um Hub de distribuição que interliga os Estados do Sul do país e que poderia, no futuro, havendo oferta do combustível produzido nos campos nacionais, ampliar o abastecimento na região.

De acordo com a gerente da Petrobras, a expectativa é que outros agentes econômicos, como empresas de distribuição, por exemplo, façam investimentos e comecem a agir independentemente da estatal. “O marco regulatório nos coloca no nosso devido lugar, como mais um agente nesse mercado”, afirmou.

O evento desta terça-feira (22) dá continuidade aos trabalhos iniciados no começo do ano, quando o Comitê de Usuários de Gás Natural no Paraná e a Compagas levaram ao presidente da Fiep, Edson Campagnolo o retrato da temerária situação de suprimento de gás natural nos Estados do Sul, cuja falta de investimentos em distribuição impede o aumento no volume de abastecimento e dificulta a atração e instalação de novas empresas que dependem do combustível em seus processos.

No final de janeiro foi realizada em Curitiba uma reunião de emergência com as três federações do Sul do país: Fiep, Fiesc (Santa Catarina) e Fiergs (Rio Grande do Sul), onde foi assinado um manifesto conjunto pedindo mais investimentos na logística de distribuição do gás natural na região. De lá pra cá um grupo de trabalho formado pelas três entidades vem trabalhando na busca de alternativas de abastecimento.

O evento desta terça-feira foi realizado em conjunto pelas distribuidoras de gás natural dos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e do Mato Grosso do Sul – Compagas, SCGás, Sulgás e MSGás – em conjunto com o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) e com as Federações das Indústrias dos quatro Estados. As alternativas foram apresentadas pelas companhias de distribuição, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pelo Ministério das Minas e Energia (MME) e pela Petrobras.

Informação de: AgênciaFIEP

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