Brasil pode se tornar o segundo maior produtor de shale gas

Interessados em conhecer o modelo norte-americano de exploração e produção de shale gas – extraído das rochas de xisto – representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participaram da feira Offshore Technology Conference (OTC) 2012, em Houston, Estados Unidos. De acordo com um estudo da KPMG, o Brasil é o décimo entre os detentores de reservas de shale gas no mundo, estimadas em 226 bilhões de m³, podendo ser tornar o segundo maior produtor deste tipo de energia.

Durante o encontro, foi abordado que entre os principais passos a serem dados nesse setor está a regulamentação. “Tivemos a oportunidade de conhecer como os Estados Unidos, líder na produção, regula os seus processos de exploração e produção, especialmente nas questões ambientais”, afirma o coordenador da área de energia da ABDI, Jorge Boeira.

Além da regulamentação e da responsabilidade ambiental, o desenvolvimento de tecnologias para a produção desse gás – que ocorre de forma bastante complexa – é um ponto-chave observado pelos brasileiros. Para debater as formas de exploração do gás de xisto, sua regulamentação e tecnologias existentes, na ocasião da visita o Ministério de Minas e Energia (MME) coordenou, em parceria com o departamento de energia americano, em Houston, um workshop sobre hidrocarbonetos não convencionais.

Também foram abordados no evento os modelos de negócios para o setor. “Essa troca de informações é importantíssima para o Brasil, pois os Estados Unidos possuem 20% das reservas de shale gas e 80% da capacidade instalada de produção no mundo”, conta o diretor do departamento de Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do MME, José Botelho. “Nos últimos 10 anos, essa atividade mudou a posição dos Estados Unidos de importador para provável exportador de gás.

Hoje, a produção de gás não convencional, principalmente de shale gas, corresponde a 60% da produção de gás naquele país. O potencial brasileiro nessa área é notório, por isso precisamos estar atentos desde já para desenvolver a cadeia de fornecedores”, completa o analista de comércio de exterior da secretaria de desenvolvimento da produção do MDIC, João Luís Rossi.

O modelo de exploração de shale gas norte-americano se destaca principalmente pela combinação e o aperfeiçoamento de tecnologias existentes há mais de 40 anos, como a perfuração horizontal e as técnicas de fraturamento hidráulico. “O sucesso desse modelo faz com que esse segmento já seja o maior e o que mais cresce dentro do mercado global de bens e serviços da cadeia de petróleo e gás. O setor atingiu um faturamento da ordem de US$ 40 bilhões em 2011”, destaca Boeira.

Durante a viagem, representantes do MDIC, ABDI, MME, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Petrobras visitaram sites de produção da Halliburton, em San Antonio, e da Shell, em Shreveport. Boeira e Rossi participaram ainda de palestras, visitas e conferências técnicas na OTC, também realizada em Houston. Na ocasião, o Brasil foi apontado por 70% dos especialistas presentes como a próxima fronteira de exploração de petróleo offshore no mundo.

Informação de: Jornal da Energia

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