Hidrelétrica investe em projeto inédito para geração de energia utilizando hidrogênio

A AES Tietê, uma das mais eficientes geradoras de energia elétrica do país, com capacidade instalada de 2.660 MW e possuidora de nove usinas hidrelétricas e 8 pequenas centrais hidrelétricas nos estados e São Paulo e Minas Gerais, em parceria com a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e com os Institutos Aqua Genesis e Hytron, está desenvolvendo um projeto inédito no Brasil para a produção de energia a partir do hidrogênio, para ser utilizada em horário de pico de consumo. A iniciativa, que conta com investimento de R$ 2 milhões, converte o hidrogênio em eletricidade utilizando a energia não assegurada das usinas hidrelétricas da AES Tietê.

A proposta do projeto prevê a construção de uma planta completa de produção, armazenamento e reconversão de hidrogênio com capacidade de geração de energia de 5 kW, utilizando o processo de eletrólise e a tecnologia de célula a combustível.

O principal objetivo é aproveitar o excesso de água dos reservatórios das usinas para produzir hidrogênio, por meio do processo de eletrólise, e utilizá-lo para a geração de energia em horários de pico, garantindo avanços técnicos, econômicos e ambientais ao setor de energia.

A produção de hidrogênio por meio de energia não assegurada é inédita no país e tem potencial para ser uma nova oportunidade de negócios às empresas do setor elétrico ressalta Marcos Arruda, diretor da área de Inovação da AES Brasil. “Além de representar uma possibilidade para a normalização da curva de carga em horário de ponta, o hidrogênio produzido também poderá ser comercializado como um insumo químico devido ao seu alto grau de pureza e elevado valor comercial, atendendo a demanda de diversos setores industriais que fazem uso desse gás”, explica.

Outra vantagem diz respeito à preservação ambiental já que o projeto busca estimar as emissões evitadas de carbono, e os respectivos créditos que a produção de hidrogênio eletrolítico pode promover. Para isso, está sendo realizado um estudo visando qualificar a produção de hidrogênio eletrolítico das usinas da AES Tietê como um possível projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) com o objetivo de reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Informação de: Portal Fator

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