Siemens investirá em projetos gerados no Brasil

A Siemens, considerada uma das empresas mais inovadoras no mundo, vai investir em projetos e start-ups brasileiras inovadoras com grande potencial de crescimento. Através do programa New Ventures Forum, a empresa identificará no país ideias ou negócios com potencial de sucesso que possam complementar o portfólio mundial da companhia em diversos setores, principalmente nos assuntos voltados às soluções para energia, abrangendo subáreas possíveis como eólica, fotovoltaica, armazenamento de energia, e no processo produtivo de biocombustíveis. Para participar, os interessados deverão apresentar um sumário executivo de até duas páginas com projetos ou negócios que se encaixem no escopo de investimento e capacidade de execução, até o dia 15 de junho, pelo site www.siemens.com.br/ttbx-brasil.

 Além de toda assistência e suporte profissional na fase de avaliação, os projetos selecionados receberão, em uma primeira rodada de investimento, até US$ 1 milhão. “O Brasil tem demonstrado capacidade para empreender e inovar muito grande em temáticas estratégicas, por isso foi o terceiro país, depois da China e Estados Unidos, a ter esse programa lançado. O nosso objetivo é ajudar a desenvolver esse potencial em bases sólidas e, para isso, estamos dispostos a compartilhar conhecimento know-how em negócio e investir recursos”, afirma Ronald Martin Dauscha, diretor de Tecnologia e Inovação da Siemens no Brasil.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação aberta e é mais uma ação direcionada ao desenvolvimento tecnológico do país. Com duração total de seis meses, incluindo o período de inscrição e avaliação, os candidatos finalistas serão conhecidos durante evento para análise dos projetos e capacitação dos empreendedores, visando um potencial investimento pela companhia através da área Technology To Business (TTB), que atua como um fundo de investimento corporativo em negócios nascentes.

 Processo seletivo

A avaliação será realizada em três etapas. Na primeira delas, profissionais da Siemens e conselheiros externos selecionarão até 30 sumários executivos enviados, com base na relevância global da ideia, sinergia estratégica, grau de inovação, equipe, potencial de negócio, necessidade de investimento e tempo necessário até o ponto de comercialização.

A segunda etapa consiste em uma entrevista, onde serão escolhidos de seis a dez empresas ou projetos, no caso da proposta ser oriunda de pessoa física. A terceira e última etapa, prevista para setembro, consiste em um evento de quatro dias, em que os projetos serão apresentados, seguidos de treinamentos aos empreendedores, como uma bateria de pequenos cursos na área de negócios. Ao final do evento, os empreendedores terão a chance de reapresentar os projetos. No fim desta etapa, será tomada a decisão de investimento pelo lado da Siemens. O projeto deve exigir, no máximo, dois anos para alcançar o ponto de comercialização.

Como já ocorre nos Estados Unidos e na China, a Siemens fará um investimento via equity, ou seja, a empresa se tornará sócia do negócio na proporção do volume investido, assumindo os riscos relacionados. Diante do potencial de sinergia, atratividade e maturidade dos projetos, a companhia poderá atuar ainda como incubadora, prover assistência permanente, treinamentos e acesso facilitado aos grupos de pesquisa e mercado.

O apoio fornecido pela companhia a projetos promissores ocorre em um cenário bastante favorável. Em todo o mundo, as start-ups, como são conhecidas as empresas formadas por grupos de pessoas que se unem à procura de um modelo de negócio rentável, surpreendem com grandes ideias e inovações, normalmente desenvolvidas por jovens empreendedores.

Com grandes expectativas para economia nacional, o Brasil se destaca como um mercado aquecido e atraente para criar novos projetos. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), grupo que avalia o nível de empreendedorismo em 59 países, apontam que dos novos negócios registrados no país, 17,4% foram desenvolvidos por pessoas entre 18 e 24 anos. Em 2002, os jovens respondiam por apenas 10%. O levantamento feito em 2010 mostra ainda que entre as pessoas de 25 a 34 anos, o número saltou de 18,6% para 22,2%.

Informação de: Tn Petróleo

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