Repar ganha investimento de 10 milhões para melhorias de processos e adequações ambientais

O principal objetivo das obras foi adaptar a refinaria à regulamentação ambiental.

Perto de concluir seu projeto de modernização, iniciado em 2005, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, está em contagem regressiva para a partida da unidade de coque. A estrutura será a última a ser entregue do pacote de 19 novos empreendimentos instalados na planta de refino, num investimento total de R$ 10 bilhões.

O principal objetivo das obras foi adaptar a refinaria à regulamentação ambiental, sobretudo em relação às emissões de poluentes provenientes da queima de derivados. Para obter mais pureza no óleo diesel, por exemplo, foi instalada uma unidade de hidrotratamento com capacidade de processar até 6 mil m3 diários do combustível.

“Entramos com novo HDT de diesel de alta severidade. São cinco reatores em série, gerando uma pressão altíssima”, conta João Adolfo Oderich, que comandou a Repar durante os sete anos de modernização. A partida da unidade, no fim do ano passado, associada à outra unidade de geração de hidrogênio com 1,6 mil kNm3/dia, capacita a refinaria a colocar no mercado diesel dentro das atuais especificações de nível de enxofre (S50 e S10).

Também a carteira de gasolina – que deverá ter concentração de até 50 ppm de enxofre a partir de 2014 – recebeu outras três unidades de tratamento para aprimorar as características do produto. Foram adicionadas uma unidade de hidrodessulfurização (HDS) com capacidade de tratar 5 mil m3 de gasolina por dia; uma de hidrotratamento de nafta de coque (3 mil m3/d); e outra de reforma catalítica (1.000 m3/d).

A modernização ainda incluiu adequações dos processos a fim de reduzir a demanda elétrica da refinaria, assim como a adução de água, a partir do reúso do recurso natural. “Utilizamos 1.000 m3/h de água. Se trabalhássemos no padrão antigo, iríamos praticamente dobrar o consumo”, afirma Oderich. Com a instalação de um sistema de reúso de ciclo fechado, garantido por uma nova unidade de tratamento de despejo industrial, será possível economizar 400 m3/h de água.

A preocupação ambiental também está presente na partida das unidades de recuperação de enxofre e de tratamento de gás de refinaria (tail gas). Os empreendimentos, parte da carteira de diesel, contribuem, principalmente, para a redução das emissões da planta de óxidos nitrogenados e de enxofre.

Informação de: Brasil Energia

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