Empresas do setor de energia solar ganharão selo de certificação

O selo solar, certificação destinada a empresas que compram e geram energia solar no país, resulta de uma parceria entre a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que detém um ambiente para comercialização de energia de diferentes fontes, e passará a fazer a ponte entre as empresas geradoras e as compradoras também de energia solar, rastreando a operação. E o Instituto Ideal, organização sem fins lucrativos sediada em Florianópolis, criado em 2007 para fomentar o desenvolvimento de energias alternativas na América Latina.

O projeto do selo solar baseia-se em ações similares tomadas na Alemanha no fim dos anos 1990, a partir do Grüner Strom Label (Selo de Energia Verde), que certifica hoje cerca de 120 produtos. O selo solar tem como objetivo a contribuição no desenvolvimento dessa tecnologia de conversão de energia limpa no Brasil e deverá ser lançado na próxima semana.

O presidente do Ideal, Mauro Passos, diz que o selo permitirá ao consumidor reconhecer as empresas com preocupações ambientais na área de geração de energia, indicando os agentes comprometidos com a causa. Por enquanto, os projetos de produção de energia solar ainda são poucos no Brasil, mas a ideia é que o selo e a comercialização façam parte dos passos iniciais para incrementar o segmento.

Várias universidades vêm pesquisando há anos diferentes formas de desenvolver o aproveitamento da energia solar. Os primeiros projetos de maior porte no país usando esse tipo de energia, contudo, só saíram do papel em 2011, caso do estádio Pituaçu, na Bahia, e da usina de energia solar de Tauá, no Ceará, pertencente ao empresário Eike Batista.

“A iniciativa (selo e comercialização) contribui para que o custo dessa energia caia para um patamar mais competitivo”, avalia o gerente de inteligência de mercado da CCEE, Alexandre Zucarato. Hoje, um dos principais empecilhos para o aumento da oferta desse tipo de energia é seu custo. A energia solar ainda é mais cara do que outras fontes disponíveis no mercado brasileiro.

Zucarato menciona recente pesquisa sobre o assunto que salientou que a energia solar teria atualmente um preço em torno de R$ 500,00 megawatts hora, enquanto empresas de grande porte pagam cerca de R$ 120,00 pela energia convencional contratada para longo prazo.

“Mas a queda de preço da solar está na iminência de acontecer. Já há projeções que indicam que, para 2017, o custo pode cair para R$ 150 MWh”, destaca. Por enquanto, a expectativa de comercialização de energia solar é de um volume ainda marginal. Em parte, porque nem todos os produtores necessariamente também irão vendê-la, podendo optar pelo autoconsumo.

Na prática, para poder obter o selo, uma empresa passará por avaliação do Instituto Ideal para fazer a comprovação de envolvimento na geração ou no consumo de energia solar. A CCEE será responsável por verificar quem gerou e quem contratou no ambiente de comercialização. Ainda está sendo estudado se haverá cobrança para a concessão do selo.

No ano passado, a comercialização da CCEE correspondeu a 48,5 mil MW médios de energia convencional. A comercialização a partir de fontes renováveis não-convencionais (como eólica e biomassa) vem crescendo nos últimos anos, mas ainda é pequena, tendo atingido um total de 3,7 mil MW médios.

Informação de: Valor Econômico

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