Energia solar – para uso industrial terá preço ideal só em 2015, para consumo próprio já é competitiva no Brasil

Os custos para redistribuir esse tipo de energia, quando produzida em usinas, para estabelecimentos comerciais em geral ainda são altos.

A energia solar para uso industrial deverá apresentar preços competitivos no mercado brasileiro só a partir de 2015. A previsão foi feita anteontem pelo presidente da DuPont na América Latina, Eduardo Wanick. Segundo o empresário, os custos para redistribuir esse tipo de energia, quando produzida em usinas, para estabelecimentos comerciais em geral ainda são altos.

O cenário, contudo, é diferente em relação à produção independente de energia fotovoltaica em residências, observa Wanick. “A energia solar dá possibilidade de produzi-la no local do consumo, o que nos permite poupar muito em termos de distribuição. Assim, o custo de energia fotovoltaica para consumo próprio já é competitivo em metade do Brasil em relação às outras fontes tradicionais de energia vendidas”, afirmou.

Segundo Wanick, os negócios na área têm crescido cerca de 30% ao ano em todo mundo, durante os últimos 15 anos. “Por isso, acredito que haverá um crescimento exponencial do setor no país quando essa paridade (de preços) for atingida”. O presidente latino-americano da DuPont participou anteontem de debate em São Paulo sobre o futuro e desafios das energias renováveis no mercado internacional.

No ano passado, a DuPont atingiu US$ 1,5 bilhão em vendas globais de equipamentos para energia fotovoltaica. A meta da companhia é vender US$ 2 bilhões nessa área até 2014. E o Brasil é apontado pela empresa como um dos mercados mais promissores do planeta. A estratégia baseia-se na crescente demanda energética do país que, segundo o Ministério de Minas e Energia, deve am pliar em 70% sua potência elétrica %4 106 gigawatt até 2019.

No entanto, Wanick ressalta que o setor de energia solar no país continua atrasado no número de investimentos se comparado, por exemplo, aos avanços observados em energia eólica. “O país está começando na fabricação de painéis e células fotovoltaicas, mas corre o risco de ficar para trás em infraestrutura se quisermos ser um grande player em fabricação”.

Para ele, a implementação de subsídios pelo governo para geração de energia a partir do sol “certamente ajudaria a acelerar” o processo rumo à maior competitividade dessa fonte alternativa no mercado nacional – como já ocorreu em diversos países da Europa e Ásia.

Informação de: Brasil Econômico

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