Itaipu e empresa alemã estimulam o investimento de 700 milhões de euros para produção de painéis solares

Estudos confirmaram o potencial de melhor aproveitamento de silício e da energia solar no Brasil.

O resultado de um estudo feito pelo Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e pela empresa alemã Centrotherm pode estimular o investimento 700 milhões de euros na produção de painéis fotovoltaicos, para captação de energia solar. A parceria para levantamento de dados de matéria-prima e consumo começou em agosto e, com a versão final do projeto pronta, a intenção é buscar empresas interessadas em financiar e operar uma estrutura industrial nas regiões de Foz do Iguaçu (PR) e Hernandárias, no Paraguai, para desenvolver a cadeia do silício.

O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Junior, diz que os estudos confirmaram o potencial de melhor aproveitamento de silício e da energia solar no Brasil. “Hoje o silício sai do país e volta em forma de painel”, diz, sobre o beneficiamento do material na China, Estados Unidos e outros países. Ele explica que a purificação do silício para a confecção das placas demanda energia elétrica, que Itaipu tem para fornecer. O mineral é encontrado principalmente em Minas Gerais.

O projeto foi batizado de Silício Verde. A Centrotherm, que ajudou no trabalho, é uma das maiores fabricantes de equipamentos para a cadeia de produção do silício no mundo. Bley Junior ainda não sabe qual será a participação futura da empresa e da hidrelétrica no projeto, que será encaminhado para os diretores-gerais da hidrelétrica binacional e para análise do conselho de administração. Também será buscado financiamento para a elaboração de um estudo de viabilidade econômica, que deve ficar pronto até o fim do ano. A equipe tem como meta implantar o projeto em três anos.

O processamento de 4 mil toneladas de silício purificado pode resultar em capacidade de geração de energia por meio de painéis de 638 Megawatts (MW) em horário de pico por ano, o equivalente a quase uma turbina de Itaipu (700 MW). “A unidade levaria 20 anos para fazer mais uma Itaipu”, acrescenta o superintendente, levando em conta as 20 turbinas da hidrelétrica.

“A cadeia de suprimentos dos painéis vai ativar uma série de indústrias produtoras de partes como vidro, plásticos, conexões, painéis de comando, monitoramento telemétrico e outros.” Segundo Bley, embora seja um dos maiores produtores de silício do mundo, o Brasil apenas exporta o mineral na forma bruta.

Informação de: Valor Online 

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