Novo biocombustível pode vir a substituir o etanol

O Dimetilfurano (DMF) é um biocombústivel obtido a partir da glicose ou frutose que apresenta uma série de vantagens em comparação ao etanol, como por exemplo, seu ponto de ebulição que é cerca de 20°C mais alto, o que é muito importante em termos de armazenamento. Possui densidade energética 40% maior e não é solúvel em água, o que facilita o processo de separação do solvente. E mais importante, segundo resultados de pesquisas realizadas pelo atual docente da Universidade Federal de Viçosa, Fábio Rodrigues, o biocombustível pode ser produzido em escala industrial pois sua operação é economicamente viável.

Para chegar à conclusão de que a produção do DMF era mesmo economicamente viável, conforme o padrão das medidas de rentabilidade adotadas pelo mercado, o engenheiro químico valeu-se de técnicas como a modelagem termodinâmica e a simulação e análise econômica. “Busquei sintetizar um processo em ampla escala, visto que ele não existia. Em outras palavras, o que eu fiz foi um diagrama de fluxo de processo”, detalha Fábio Rodrigues. Ao final do estudo, o autor da pesquisa chegou a um modelo produtivo que contemplou os custos de investimento e de fabricação do biocombustível.

Segundo os cálculos de Fábio Rodrigues, o investimento de capital fixo estimado seria de US$ 96 milhões, enquanto que o de equipamento alcançaria US$ 20,6 milhões. Nessa condição, o preço de venda do DMF sairia a 2,6 US$/kg e o custo, a 1,89 US$/kg. Dentro desse quadro, conforme o engenheiro químico, a planta seria viável economicamente, tendo como referência de mercado uma taxa de retorno de 15%/ano, com tempo de retorno estimado em 3,6 anos.

De acordo com Fábio Rodrigues, o DMF apresentou um desempenho semelhante ao do etanol e da gasolina. “Evidentemente que outros parâmetros ainda precisarão ser analisados, como o impacto do uso do produto no ambiente. Entretanto, creio que ele pode vir a ser importante para diversificar a matriz energética”, considera o pesquisador.

O biocombustível pode ter variadas aplicações. “O DMF poderia ser testado como combustível para aviação. Ou poderia servir para a produção de outros compostos, como o hexano, que hoje é fabricado a partir do petróleo, que, como sabemos, é uma fonte não renovável”, afirma Fábio Rodrigues. “A tendência pela busca de combustíveis vindos de fontes renováveis é irreversível no mundo todo. Por isso, temos que estar aptos a desenvolver pesquisas nessa área, de preferência em pé de igualdade com grupos estrangeiros”, pondera.

Informação de: Ambiente Energia

Anúncios
Esse post foi publicado em Biomassa, P&D e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s