China é a principal referência em energia solar

China concentra 60% da produção mundial de energia solar.

Segundo o diretor de estudos em energia solar da GTM Research, as empresas chinesas se tornaram a principal referência para o setor. Os preços são hoje ditados pela China – os demais tentam se diferenciar de alguma forma, sem se distanciar muito do valor oferecido pelos líderes. Isso é consequencia da política adotada pelo governo chinês, que em vez de subsidiar a compra e o uso de energia solar, se concentrou em tornar suas empresas mais competitivas. Como resultado, a China exporta 95% dos painéis solares que produz.

Algumas empresas americanas, japonesas e europeias de energia solar ainda têm vantagem tecnológica sobre as rivais chinesas – no custo, porém, elas não conseguem mais competir. Empréstimos a juros baixos concedidos por bancos estatais e terrenos baratos oferecidos pelo governo deixam o negócio cada vez mais competitivo na China.

Hoje, somente duas empresas americanas se mantém saudáveis. Uma delas é a First Solar, de grande porte, que tem sua maior instalação de painéis na Malásia. Já a Sun Power, que trabalha em um nicho específico, tem tecnologia bastante eficiente, embora a custos relativamente altos. No entanto, nenhuma delas parece fazer frente ao apoio de Pequim às concorrentes chinesas.

O preço dos painéis solares caiu entre 30% e 42% por kilowatt/hora no último ano, à medida que os fabricantes aumentaram sua capacidade, especialmente na China. Com a crise nos Estados Unidos e na Europa, porém, a energia solar ainda enfrenta dificuldade para se estabelecer no quesito custo, especialmente em relação à energia gerada a partir do carvão.

Os Estados Unidos e a União Europeia tentaram criar demanda pela energia solar por meio do subsídio aos compradores de painéis solares. Mas, com frequência, este dinheiro tem sido usado para comprar painéis chineses.

O sindicato norte-americano United Steelworkers deu entrada em uma queixa ao governo americano, pedindo que a administração Barack Obama investigue os subsídios da China à energia limpa, na tentativa de dar origem a uma reclamação formal perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Informação de: Estadão

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