Brasil – “bola da vez” em Smart Grid

Para o presidente do Fórum Latino-Americano de Smart Grid e vice-presidente da Enersul, Cyro Boccuzzi, o Brasil já se tornou a “bola da vez” em smart grid. Prova disso são os planos de fornecedores de tecnologia de se instalarem no país. Se antes havia uma concentração de investimentos nos Estados Unidos, agora os projetos estão em andamento e as empresas buscam novos mercados.

A Venty, braço da ABB para o segmento, é uma delas. A companhia está se estruturando no Brasil e aplicando recursos em capacitação local. O objetivo é montar um centro de excelência para atendimento da América Latina. “Estamos vendo as coisas acontecerem, independente do processo regulatório associado à medição eletrônica”, confirma Roberto Falco, da empresa.

A esperada regulamentação da Aneel para os medidores inteligentes só ocorrerá em outubro. Mas já há um universo de negócios aguardando essa que pode ser a porta de entrada do smart grid no Brasil. De um lado, a possibilidade de ganhos de eficiência move distribuidoras. Na outra ponta, fabricantes de equipamentos fazem planos para o país. Este mercado pode movimentar R$ 8 bilhões em 2012, o dobro do previsto para este ano.

O terceiro ciclo de revisão tarifária, que promete ser mais exigente em relação à qualidade do atendimento, é mais um ingrediente na prometida receita de sucesso das redes inteligentes. Eletrobras, CPFL Energia, Enersul, AES Eletropaulo, Bandeirante, Light, Cemig, Copel e Celesc já divulgaram projetos. A ênfase ainda é automação. Mas há também quem esteja de olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.

A preparação da rede para receber a enxurrada de projetos eólicos previstos para os próximos anos é outro vetor de aceleração. Por ser sazonal e intermitente, o escoamento dessa fonte de produção exige maior sofisticação no monitoramento da malha elétrica. Seria um primeiro passo antes da conexão de microgeração distribuída a partir de painéis solares e carros elétricos, um degrau ainda distante.

A General Eletric irá anunciar ainda este ano a instalação de uma nova planta no Brasil para produção de equipamentos dedicados a redes inteligentes com conteúdo local. “Será uma terceira fábrica que reforçará nossa atual capacidade instalada em Campinas (SP) e Contagem (MG)”, afirma o gerente de marketing da filial brasileira, Marcelo Prado.

A Siemens, por seu lado, apostará em projetos de automação, segundo o gerente de Smart Grid da companhia, Sérgio Jacobsen. A empresa desenvolve para o ONS, junto com o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobras (Cepel), uma atualização dos sistemas dos quatro centros de comando e controle da entidade, sendo um principal e três regionais.

Informação de: Brasil Energia

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