Linhas de crédito para construção e modernização de hotéis que utilizam energia solar

Sistemas de capitação solar em hotéis

A radiação solar está disponível em todo terrítorio nacional. Mesmo em locais mais frios e com menor incidência de radiação, a energia solar pode ser utilizada com grande eficiência, basta a utilização de um número maior de coletores solares para compensação e obtenção do mesmo resultado de locais ensolarados e quentes. Implantando um sistema de energia solar para aquecimento de água, um hotel pode conseguir reduzir seu gasto com energia elétrica em até 70%.

Segundo o DASOL – Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, um hotel médio de 300 quartos gasta um valor estimado de US$ 1,2 milhóes por ano em energia. O DASOL estima que cerca de 6,24% de toda a energia produzida no Brasil é utilizada para aquecimento de água para banho e em empreendimentos hoteleiros, o aquecimento corresponde a 20% do consumo de energia elétrica e de até 40% do consumo global de recursos energéticos. O investimento em sistemas de aquecimento solar instalado representa algo menor que 1% em empreendimentos hoteleiros.

Existe no mercado diversas linhas de financiamento disponíveis para sistema de aquecimentos solares de água, com prazos para pagamento de até cinco anos. Mas a que mais chama à atenção é a linha de crédito e financiamento ProCopa do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social para ampliação e modernização do empreendimento. Este programa visa financiar a juros subsidiados a ampliação e modernização do parque hoteleiro brasileiro para atender os grandes eventos que o país irá sediar nos próximos anos. A ecoeficiência energética e sustentabilidade ambiental são requisitos básicos para taxas de juros e prazos de pagamento diferenciados. Um exemplo disso é que, para a construção  de um hotel novo, sem certificação de eficiência energética ou de sustentabilidade, o prazo para quitar o financiamento é de 10 anos, porém, se as certificações forem apresentadas, os prazos podem  chegar a 18 anos e as taxas sofrerem uma redução de até 1,8% ao ano. Vale lembrar que o BNDES dispõe de R$ 1 bilhão para o ProCopa.

Legislação e regulamentação do setor

Ciente da necessidade de implantação de energias limpas e renováveis, o governo tem trabalhado em conjunto com os estados e hoje muitos dos equipamentos são isentos do IPI e do ICMS. O poder público está cada vez mais convencido que o aquecimento solar é viavel e bom para a sociedade brasileira, uma prova disso é que 27 cidades brasileiras já adotaram a legislação que concede incentivos ao uso de energia solar na construção de novas edificações ou mesmo na modernização.

Em São Paulo que é uma vitrine do mercado e dita padrões e referências no Brasil, não poderia ser diferente. Levando em consideração o Código de Obras e Edificações do Município, o Prefeito Gilberto Kassab sancionou no dia 21 de janeiro de 2008 o Decreto 49.148 que regulamentou a Lei 14.459 de 03 de julho de 2007. A medida está em pleno vigor e determina que todos os imóveis novos ou antigos, de uso residencial ou não, que utilizem piscina aquecida devem ter aquecimento por sistema solar. Apenas estão desobrigados do cumprimento da lei os imóveis que comprovarem a impossibilidade de implantação do sistema de capitação de energia solar, como por exemplo, o caso do sombreamento do local por edificações ou por obstáculos externos existentes e/ou o sombreamento natural no período de maior incidência de raios solares sobre a área.   

Para garantir a viabilidade econômica da Lei, os sistemas de instalações hidráulicas e os equipamentos de aquecimento de água por energia solar de que tratam esta medida devem atender, no mínimo, 40% de toda a demanda anual de energia necessária para o aquecimento de água, devendo ter, ainda, sua eficiência comprovada por órgão técnico credenciado pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial.

Informação de: Revista Hotéis 

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