Brasil alcança seu primeiro gigawatt eólico

Usina eólica em território nacional

O primeiro gigawatt do país chega 19 anos após a instalação da primeira usina eólica em território nacional, em 1992, em Fernando de Noronha (PE), e sete anos após o lançamento do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa), em 2004. O incentivo federal impulsionou a indústria no país, ao mesmo tempo que a tecnologia ganhava escala e ficava mais barata no mercado internacional.

A Impsa será responsável por colocar em operação as usinas que farão o Brasil alcançar seu primeiro gigawatt eólico. O país encerrou 2010 com 926 MW de capacidade eólica instalada. Com a entrada dos parques da empresa em Bom Jardim (93 MW) e Água Doce (129 MW), em Santa Catarina, prevista para março e abril, a potência total brasileira chegará a 1.145,5 MW. Mais do que simbólica, a marca mostra a consolidação da tecnologia como alternativa competitiva para a matriz energética. Entretanto, denota que o país ainda tem de avançar muito para se tornar um dos maiores geradores mundiais de energia dos ventos.

O Brasil ainda está muito aquém dos maiores geradores eólicos, apesar de seu anunciado potencial para a fonte. Atualmente, o parque nacional coloca o país na 22ª colocação mundial, segundo o ranking do Global Wind Energy Council (GWEC). Ainda está atrás de economias menores, como, por exemplo, Turquia, Grécia e Austrália. E muito aquém dos líderes China (42,2 GW), EUA (40 GW) e Alemanha (27 GW).

Entretanto, com boas perspectivas e um imenso potencial a ser explorado, o mercado brasileiro já é visto por empresas estrangeiras como a menina dos olhos do setor. “Todos querem encontrar a nova China, e o Brasil está no topo da lista”, disse Steve Sawyer, secretário-geral da Global Wind Energy Council (GWEC), durante o congresso Wind Forum Brazil 2011, em fevereiro, em São Paulo.

Não por acaso, há oito fabricantes estrangeiros instalados ou em vias de se instalar no país: as alemãs Wobben e Siemens, a espanhola Gamesa, a americana GE Energy, a francesa Alstom, a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas e a argentina Impsa.

Outra vantagem competitiva são as características climáticas brasileiras. Em alguns locais da região Nordeste, a taxa de rendimento dos aerogeradores chega a 50%, o dobro da registrada em alguns países europeus.

Historicamente, o Brasil vem evoluindo cada vez mais na produção de energia eólica:

– Em 1992 a Celpe instala a primeira turbina eólica do país no arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Com 17 m de diâmetro e 23 m da altura, tinha capacidade de 75 kW, o suficiente para suprir 10% do consumo da ilha.

– Em 1998 é lançado o Atlas Eólico da Região Nordeste, que levou à elaboração do Panorama do Potencial Eólico no Brasil, o primeiro estudo a calcular o potencial da fonte no país.

– Em 2001 o centro de Referência para Energia Solar e Eólica (Cresesb/Cepel) lança o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, o mais atualizado até o momento, que estima em 143 GW o potencial nacional.

– Em 2002 o Governo institui o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), pela lei 10.438/2002

– Em 2004 o Decreto 5.025, publicado em março, dá início às chamadas públicas do Proinfa, que resultaram na contratação de 3.299,40 MW de fontes alternativas, incluindo 54 eólicas com capacidade total de 1.422,92 MW.

– Em 2006 a primeira usina eólica do Proinfa entra em operação. Osório (RS) começa a operar em junho, com 50 MW de capacidade instalada.

– Em 2009 é realizado o primeiro leilão de energia eólica do Brasil em novembro e resulta na contratação de 1.805,7 MW.

– Em 2010 as usinas eólicas dominam o leilão de fontes alternativas realizado em agosto e abocanham contratos de 2.047,8 MW.

Informações de: Energia Hoje

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