A catástrofe nuclear no Japão gera discussão no Brasil

Crise nuclear aflige o país.

A próspera indústria energética nuclear opera, no mundo, pela via de 442 reatores, distribuídos por 29 países, com capacidade instalada de 365.001 megawates. Entretanto, a tragédia do Japão restabeleceu, de imediato, o debate sobre a segurança da energia nuclear, com a necessidade, em caráter de urgência, da fixação de normas rígidas para a indústria nuclear, cuja demanda vem crescendo aceleradamente. Diante tanta repercussão, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável vai realizar audiência pública para discutir o uso de energia nuclear no Brasil. O debate, que ainda não tem data definida, foi proposto pelo deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP). Ele argumenta que, em razão da recente catástrofe ocorrida no Japão, é necessário debater, além da utilização e pesquisa em energia nuclear, as demais fontes de energia disponíveis e compatíveis com as condições ambientais do País.

Segundo o deputado, por mais bem preparado que esteja um país e por melhor orientada que seja sua população, é limitada a capacidade humana para conter os efeitos dos desastres naturais e nucleares.

No Brasil, há duas usinas em operação e uma terceira usina instalada em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, em fase de conclusão.  A administração federal planeja instalar mais quatro usinas nucleares, até 2030, com 4 mil megawattes.

No entanto, o Programa Nuclear Brasileiro, critica a construção de quatro novas usinas, pois o investimento seria alto demais, em torno de R$ 30 bilhões, para gerar apenas 4 mil megaWatts.

Os desastre nuclear no Japão acentuou os debates em torno da viabilidade da energia nuclear, aflorando posições antagônicas.

O primeiro grupo argumenta não haver no País outra saída para atendimento da demanda futura de energia, a não ser a nuclear..

O grupo antagônico defende investimentos em novas hidrelétricas, biomassa e na energia eólica, por conta da vulnerabilidade do sistema nuclear. O Brasil dispõe de potencial energético para ser explorado, nas próximas décadas, obtendo energia limpa, sem a exposição desnecessária aos efeitos de desastres como o do Japão.

Uma coisa de fato todos concordam, a catástrofe nuclear no Japão vai mudar o mundo, pois deixou clara o quão perigosa e incontrolável a energia atômica é.

Fonte: Agência Câmara de Notícias, Diário do Nordeste.

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Sobre Adriane Bainy

Pesquisadora do Observatório de Prospecção e Difusão de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP
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