Redes inteligentes favorecem gestão do sistema elétrico

Um relatório a ser produzido até o final do ano pode mudar o paradigma do sistema elétrico do Brasil a partir da implantação do conceito de rede inteligente (smart grid), que introduz um novo modelo de gestão de toda a cadeia do setor: geração, transmissão, distribuição e consumo.

A tarefa foi entregue a um grupo de trabalho, criado no início do ano pelo Ministério das Minas e Energia, por meio da Portaria 440. O trabalho será apresentado como sugestão para o desenvolvimento de uma política pública com o objetivo de conduzir o processo de migração do setor elétrico nacional ao smart grid, como já está ocorrendo em países da Europa e nos Estados Unidos.

O conceito aumenta o grau de automação da rede, com a instalação de sistemas de comunicação ao longo da cadeia de valor, que permitem a captura e o tratamento de informações para subsidiar decisões das companhias sobre investimentos, conferem mais agilidade na restauração de energia e possibilitam a adoção de tarifas diferenciadas (com base no perfil do consumo de cada usuário). Diminuir a frequência e a duração média das interrupções do fornecimento de energia, bem como o risco de apagão são outros apelos.

Para Guilherme Mendonça, diretor responsável pela área de smart grid da Siemens, um importante motivador do smart grid é adoção de um modelo de geração distribuída, diferente da topologia atual, que é unidirecional. “Em vez de uma usina que gera e fornece energia para um ponto distante, você tem fontes alternativas espalhadas no território nacional e próximas dos centros de consumo”, explica.

Como também existe grande preocupação em se diversificar a matriz elétrica, para diminuir a dependência dos recursos hídricos, a geração distribuída formatada no conceito de smart grid pode tirar proveito da característica do sistema brasileiro, que é interligado, para incluir de outras fontes renováveis: biomassa, eólica e solar.

Na outra ponta, a residência do consumidor, será preciso substituir os medidores analógicos atualmente em uso por aparelhos inteligentes, capazes de fornecer dados em tempo real sobre o fluxo da energia fornecida e o consumo a qualquer momento. Mas esses equipamentos precisam ser padronizados, homologados e ter interoperabilidade, para permitir competição entre os fabricantes.

Estima-se em pouco mais 60 milhões o total de unidades que deverão ser trocadas em um período de dez anos, conforme estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A troca dos equipamentos permitirá que o consumo de cada cliente seja medido em tempo real e na freqüência desejada pela companhia elétrica. O próprio consumidor tem a possibilidade de monitorar o seu perfil de consumo em qualquer período, acessando o website da concessionária. “A partir do conhecimento detalhado do comportamento do consumo, as empresas podem otimizar as suas infraestruturas em relação à curva de carga”, observa Luiz José Hernandez, consultor da diretoria de mercado corporativo do CPqD.

Com uma gestão mais eficiente, as companhias terão instrumentos mais eficazes para lidar com as chamadas perdas não-técnicas. (Valor Econômico)

Fonte: CPQD

Sobre Lincoln Herbert

Professor de Tecnologia da Informação.
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