Marca Esso deve sumir no médio prazo, diz Cosan

O presidente do Conselho de Administração da Cosan, Rubens Ometto, disse ontem que a tendência é a marca Esso desaparecer no médio prazo, dentro da nova estrutura formada pela joint venture com a Shell, confirmada na semana passada. Segundo o executivo, a marca Shell tende a prevalecer na nova estrutura. “Tudo está sendo organizado, mas é natural que a Shell tenha prioridade.”

Sobre a joint venture com a Shell, Ometto declarou que ainda não pode divulgar dados referentes à sinergia gerada pelo acordo. Ele disse, contudo, que essa sinergia não virá apenas da rede de postos de combustíveis, mas também das áreas de tecnologia da informação, financeira e administrativa das empresas.

Pedro Mizutani, presidente da Cosan Açúcar e Álcool, acrescentou que, agora que a joint venture entre Shell e Cosan foi selada, a empresa vai esperar por cerca de 45 dias para que o acordo seja referendado pela Comissão Europeia, para que os novos passos sejam definidos. Os executivos participam do 12º Fórum Internacional sobre o Futuro do Álcool, que está sendo realizado em Sertãozinho (SP), na região de Ribeirão Preto, e que faz parte da Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro).

Sonegação. Ometto afirmou que a redução dos impostos incidentes sobre o etanol seria a medida mais eficaz para acabar com a sonegação fiscal no setor. Ele ressaltou o exemplo do Estado de São Paulo, que reduziu o ICMS para 12%, e que deveria ser seguido pelos demais Estados. “A equalização do ICMS depende de vontade política e, nesse sentido, o Estado de São Paulo é um exemplo a ser seguido.”

Bioeletricidade. Ometto declarou, também, que o governo ainda não entendeu a importância da bioeletricidade gerada com bagaço da cana-de-açúcar para abastecer a matriz energética brasileira. “Os preços que estão sendo ofertados nos leilões são inviáveis”, reclamou. Ele garantiu que a palha de cana, por exemplo, que não está sendo utilizada, poderia contribuir de forma expressiva no abastecimento de energia elétrica no País. Segundo ele, o governo poderia oferecer em um primeiro momento preços melhores que permitissem que as usinas se equipassem e que, a partir de então, esses valores fossem se reduzindo gradualmente.

Pedro Mizutani, por sua vez, afirmou que a empresa não vai vender bioeletricidade produzida por meio de biomassa nos preços ofertados em leilão de energia renovável, realizado na semana passada. Segundo ele, o preço final do leilão de R$ 134,00 por megawatt (mw) torna inviável qualquer investimento de cogeração, mesmo para expansão de capacidade. “A Cosan iria vender energia da Usina de Carapó, em Mato Grosso do Sul, para expandir a produção já existente na usina. No entanto, diante do preço do leilão, decidimos não vender.”

Para o executivo, para realizar investimento de expansão de capacidade já instalada, o preço teria de ficar acima de R$ 150,00 por MW. Mizutani informou que, para investir na readaptação de usinas para cogerar energia por meio de biomassa, o valor de venda em leilão teria de ser acima de R$ 180,00 o MW. A Cosan já tem dez usinas gerando energia e outras duas que devem entrar em operação respectivamente em 2011 e 2012.
Cogeração

RUBENS OMETTO
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA COSAN
“Os preços ofertados (pela energia do bagaço de cana) nos leilões são inviáveis”

Fonte: O Estadão

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Sobre Lincoln Herbert

Professor de Tecnologia da Informação.
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